Teve música clássica e também música pernambucana. Teve o talento literário, o artístico, o cinematográfico. Teve plateia animada, entre sorrisos e gritos de guerra, exaltação aos professores e lágrimas de emoção. Teve, sobretudo, o principal: uma ode ao conhecimento e uma aversão à ignorância. A culminância do Programa Trabalho, Justiça e Cidadania, no auditório da Fiepe, no Recife, foi o retrato singular do espírito que o rege, com uma sintonia perfeita entre magistrados, autoridades, professores e estudantes que participaram do encerramento da 14ª edição do do TJC, nesta sexta-feira (18.10). Todos com um só objetivo: fazer do nosso mundo um lugar melhor para se viver. O Atalho para chegar até lá? A educação.

O evento, promovido pela Associação dos Magistrados do Trabalho da 6ª região (Amatra VI) com o apoio da Gerência Regional de Educação Recife Norte, foi também um marcado fundamentalmente pelas apresentações teatrais de impacto. “As peças foram muito bem elaboradas. Os alunos deram tudo de si. Foi realmente um final de programa com muita maestria, muita ênfase ao trabalho infantil, escravo e um incentivo para que os jovens levem para casa, para sociedade, o aprendizado que colheu conosco e na escola”, disse a coordenadora do TJC, a juíza Carmen Richlin.

As seis escolas que integraram o TJC na capital estiveram presentes: Escola Governador Barbosa Lima, Escola Liceu de Artes e Ofícios, Escola Luiz Delgado, Escola Regueira Costa, Escola Sylvio Rabello e Escola Dom Bosco. Ao todo, dez apresentações aconteceram divididos nas categorias “Vídeo” e “Jogo Teatral” – a categoria “Cordel” foi avaliada previamente pelo júri e ficaram expostas no auditório.

Todos os trabalhos desenvolvidos foram ligados ao tema do TJC desta edição: “Trabalho, Infância e Juventude: Desafios e Perspectivas na Superação da Violência”. Não em vão, a questão do trabalho infantil, da violência doméstica e contra a mulher e a evasão escolar estiveram no cerne das apresentações.

“A culminância, tal como a ocorrida no interior, foi extremamente emocionante e envolvente. As peças abordaram a temática do trabalho infantil e também da violência contra mulher… Ficou então tudo dentro do tema proposto. O balanço que fazemos deste ano é de excelência. Foi uma tarde muito rica e estou muito feliz com o resultado”, avaliou a presidente da Amatra, Laura Botelho.

Premiados – A vencedora na categoria “Cordel” foi a Escola Regueira Costa. A categoria “Vídeo” ficou com a Escola Governador Barbosa Lima, enquanto a Escola Sylvio Rabello levou o prêmio no “Jogo Teatral”. Os melhores trabalhos da culminância foram premiados com vale-livro para as escolas e representarão Pernambuco na fase nacional, em Brasília, com a participação de representantes de todo o país.

Autor do cordel que deu o prêmio à Escola Regueira Costa, o aluno Artur Paulino, 15 anos, compartilhou a vitória com os colegas. “Trabalhamos bastante sobre a temática do trabalho infantil na escola. E o cordel, então, acabou sendo feito em conjunto, a partir da cartilha do TJC, que nos estimulou ao debate em sala de aula”, ressaltou.

Governo do Estado – Parceiro da Amatra para levar o TJC às escolas públicas pernambucanas, o Governo do Estado foi representado na culminância pelo secretário de Educação, Frederico Amâncio, que exaltou o legado do programa. “É uma oportunidade para os nossos estudantes poderem trabalhar os conceitos do ponto de visto da cidadania, que vai ser muito importante para a vida deles como um todo. E, ao mesmo tempo, é um projeto que estimula os estudantes na escola a desenvolver ideias, a se envolver em uma série de outras atividades que não aquelas tradicionais do dia a dia da escola. Oportunidade para aparecerem também vários talentos. É um projeto que tem vários objetivos e consegue de alguma forma impactar no dia a dia das nossas escolas”, destacou.

Esta etapa do TJC contou, ainda, além das autoridades já citadas, com as presenças do vice-presidente da Amatra VI, Rodrigo Samico, e dos também magistrados José Soares Filho, Patrícia Trajano e Marlene Ramos; da procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho, Ana Carolina Ribemboim, e da procuradora Regional do Trabalho Elizabeth Veiga; da representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Silvana Fonseca; dos representantes da Associação dos Advogados Trabalhistas de Pernambuco (AATP), Hugo Victor e Kátia Zirmelim; a representante da Prefeitura do Recife, a coordenadora em Saúde do Trabalhador Cybelle dos Santos; além da gestora da Gerência Regional de Educação (GRE) Recife Norte, Neuza Pontes, e da representante da Secretaria Estadual de Educação, Waldilma Batista.

 

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