A defesa da cidadania numa abordagem específica movimentou a roda de conversa da Escola Luiz Delgado, no bairro da Boa Vista, na quarta-feira (31.7.2019). Nessa etapa do programa Trabalho, Justiça e Cidadania no Recife, os estudantes reforçaram um problema que enfrentam no cotidiano: a violência.

O enfoque veio a partir de assuntos discutidos no TJC como o assédio, o trabalho infantil e o desrespeito aos direitos humanos. Com uma poesia de sua autoria, o estudante Juan da Silva Dias, de 19 anos, entusiasmou a plateia e arrancou aplausos coletivos alertando sobre a violência e o preconceito racial. A ideia nasceu após a morte de um colega.

“Acho muito importante essa ação na escola, quando a gente pode parar para refletir sobre a vida nas comunidades carentes, onde somos desrespeitados.  É uma forma de alertar a sociedade para nossa existência”, afirma.

A questão abordada por Juan foi amplamente debatida pelos participantes, que assinalaram a necessidade dos alunos se empenharam nos estudos, como forma de crescimento pessoal e social.   “Vivemos aqui momentos especiais e emocionantes, compartilhamos com vocês experiências e saímos daqui mais convencidos de que é preciso acreditar na educação”, afirmou a juíza Laura Botelho, presidente da Amatra VI.

A coordenadora do TJC, Carmen Richlin, elogiou o engajamento da escola, que mobilizou todos os alunos para os conteúdos propostos pelos TJC. “Foi um esforço que valeu a pena, pois toda a escola ganhou”, complementou a gestora da unidade de ensino, Fátima Tavares.

Esta etapa do TJC contou, ainda, com a presença dos magistrados Ivan Valença, Carmen Vieira, Roberto de Freire, José Soares, Patrícia Trajano; o juiz Abner Apolinário, a advogada Isabela Lins, da Comissão de Direito do Trabalho da OAB; e a médica do trabalho Jandira Dantas. A equipe da Secretaria de Educação/GRE Norte foi representa pela professora Waldilma Batista .

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